1
Samuel (16/11-13):” E
perguntou a Jessé:
Você não tem mais nenhum filho? Jessé respondeu:
Tenho mais um, o caçula, mas ele está fora, tomando
conta das ovelhas. Então mande chamá-lo! Disse Samuel.
Nós não vamos oferecer o sacrifício enquanto ele
não vier.
Aí
Jessé mandou buscá-lo. Era um belo rapaz, saudável
e dos olhos brilhantes. E o Senhor disse a Samuel:
É este mesmo. Unja-o.
Samuel pegou o chifre cheio
de azeite e ungiu Davi na frente dos seus irmãos. E o Espírito
do Senhor dominou Davi e daquele dia em diante ficou com ele.”
Quais eram os atributos peculiares
do jovem Davi, antes do Espírito do Senhor apoderar-se do
mesmo?
“ Era
um belo rapaz, saudável e dos olhos brilhantes.”
1
Samuel (16/14-18):”
O Espírito do Senhor saiu de Saul, e um espírito mau,
mandado por Deus, começou a atormentá-lo.
Então
os empregados de Saul lhe disseram:
Sabemos que um espírito mau mandado por Deus está
atormentando o senhor.
Mande, e nós iremos
procurar um homem que saiba tocar lira. Assim, quando o espírito
mau vier sobre o senhor, o homem tocará a lira, e o senhor
ficará bom de novo.
E Saul
ordenou:
Procurem um homem que toque bem lira e o tragam aqui.
Um dos
empregados respondeu:
Jessé, da cidade de Belém, tem um filho que é
bom músico. Ele também é valente, bom soldado,
fala bem, tem boa aparência, e o Senhor Deus está com
ele.”
Antes, quando alguém
perguntava: Como é o filho mais moço de Jessé,
as prerrogativas eram: é um belo rapaz, saudável e dos
olhos brilhantes! Nada mais além disso, uma vez que levar o
gado pastar e cuidar dele, não dá destaque a indivíduo
algum.
Ou seja, o mesmo é sempre
apenas mais um na multidão, que era o caso do jovem Davi,
antes de ser ungido pelo profeta Samuel.
Tanto é verdade que ele
era ignorado até mesmo pelo próprio pai.
Agora as prerrogativas de Davi,
depois que o Espírito Santo começou agir em sua vida.
Vamos
conferir novamente o verso (18).
1
Samuel (16/18):” Um
dos empregados respondeu:
Jessé, da cidade de Belém, tem um filho que é
bom músico. Ele também é valente, bom soldado,
fala bem, tem boa aparência, e o Senhor Deus está com
ele.”
Agora, além da boa
aparência, o jovem Davi é bom músico, valente,
bom soldado, fala bem, e o mais importante: o Senhor Deus está
com ele.
Vamos
conferir agora, 1
Samuel (17/14-16):”
Davi era o filho mais novo. Enquanto os seus três irmãos
mais velhos ficavam com Saul, Davi ia ao acampamento de Saul e
voltava a Belém para tomar conta das ovelhas do seu pai.
Durante quarenta dias Golias
desafiou os israelitas todas as manhãs e todas as tardes.”
O duelo de Davi e Golias tinha
sido tratado no campo espiritual.
Golias sabia porque sabia, que
surgiria alguém no meio do exército israelita que
toparia o seu desafio.
Este alguém era o escudeiro
de Saul. Nada mais, nada menos do que Davi.
Só que devido ao trabalho
secular do mesmo, não estava ocorrendo sincronismo entre os
dois.
O filisteu chegava-se, e
apresentava-se pela manhã e à tarde, ou seja, horários
em que Davi estava voltando para apascentar as ovelhas de seu pai, ou
indo para Saul.
O
livro do Eclesiastes
ou Pregador
(3/1),
assim nos diz:”
Tudo tem o seu tempo determinado...”,
e já era tempo de Davi dedicar-se exclusivamente ao seu
ministério.
No
entanto, tudo indica que por imposição de seu irmão
mais velho, o mesmo continuava acumulando funções, uma
vez que assim Eliabe diz a ele, em 1
Samuel (17/28):”
Eliabe, o irmão mais velho de Davi, ouviu-o conversando com os
soldados.
Então
ficou zangado e disse:
O que é que você está fazendo aqui? Quem é
que está tomando conta das suas ovelhas no deserto? Seu
convencido! Você veio aqui só para ver a batalha!”
Como
quem diz:
Eu não te mandei ficar cuidando das ovelhas?
Este acúmulo de funções,
ou melhor dizendo, o seu trabalho secular, naquele momento era o
responsável pela falta de sincronismo de tempo, entre ele e o
gigante Golias.
Não são poucas às
vezes em que o trabalho secular interfere diretamente no ministério
deste ou daquele outro irmão, desta ou daquela outra irmã,
muitas das vezes brecando-os, completamente.
Quase sempre esses irmãos
ou irmãs, sabem qual é a decisão sensata a
tomar. Contudo, por imposição da esposa ou do esposo,
dos pais, ou até mesmo dos demais consangüineos, eles
continuam persistindo naquilo que Deus já decretou o fim,
retardando, assim, os planos de Deus para os seus ministérios.
Vejamos novamente o caso de Davi.
No
dia em que o rei Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo :
Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas 1
Samuel (16/19),
Deus decretou o fim de sua profissão de pastor de ovelhas,
para elevá-lo ao posto de escudeiro de Saul, para assim estar
no lugar certo, justamente na hora em que, pela primeira vez, saiu do
arraial dos filisteus o homem guerreiro, cujo o nome era Golias, de
Gate, e parou, e clamou às companhias de Israel, para, assim
aceitar o desafio, e matá-lo já no primeiro dia em que
o mesmo havia saído do arraial dos filisteus.
Mas como ele continuou
apascentando as ovelhas de seu pai, ao invés de dedicar-se
exclusivamente a função de escudeiro e a tocar harpa
para Saul, saíndo assim, do sincronismo espiritual, o duelo só
foi possível, depois de quarenta dias: e isso porque Deus usou
outro artifício, para então haver sincronismo entre o
gigante e o mesmo.
Artifício, este, que foi
tocar o coração de Jessé.
1
Samuel (17/17):” Um
dia Jessé disse a Davi:
Pegue
dez quilos de trigo torrado e estes dez pães e vá
depressa levar para os seus irmãos no acampamento.”
Repentinamente Jessé sentiu
no coração a necessidade de enviar aos seus filhos que
estavão no campo de batalha, dez quilos de trigo torrado e dez
pães, e chamou a Davi, e mandou levar correndo.
E por que o mesmo mandou Davi
levar correndo?
Porque
se ele apenas dissesse: Pegue
dez quilos de trigo torrado e estes dez pães e vá levar
para os seus irmãos,
deixando de fora o “
depressa”,
seguramente Davi responderia:
Amanhã, na parte da tarde, horário em que costumo sair
para ir ter com o rei Saul, eu aproveito e levo o que o senhor me
pedira para levar aos meus irmãos,
e o duelo seria adiado uma vez mais.
Por
isso Deus colocou na boca de Jessé a palavra “
depressa”,
isto é, correndo, para que assim Davi pudesse chegar ao
arraial logo cedo, e ouvir as palavras do gigante.
1
Samuel (17/20):” Davi,
pois, no dia seguinte, se levantou de madrugada, deixou as ovelhas
com um guarda, carregou-se e partiu, como Jessé lhe
ordenara...”
Ou seja, Davi levantou-se bem
cedo, e para não perder tempo, neste dia deixou as ovelhas com
um guarda, e saiu logo após levantar-se, e assim pôde
chegar há tempo de ouvir as palavras do gigante filisteu, e
decidir duelar com o mesmo.
1
Samuel (17/32-37):” Davi
disse a Saul: Não desfaleça o coração de
ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará
contra o filisteu.
Porém Saul disse a
Davi: Contra o filisteu não poderás ir pelejar contra
ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a
sua mocidade.
Respondeu Davi a Saul: Teu
servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão e
um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após
ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele
contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei.
O teu servo matou tanto o
leão como o urso; este incircunciso filisteu será como
um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo.
Disse mais Davi: O Senhor me
livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará
das mãos deste filisteu.
Então, disse Saul a
Davi: Vai-te, e o Senhor seja contigo.”
Nós devemos sempre colocar
em nossos ministérios, as experiências das batalhas do
dia-a-dia, entre as quais, evidentemente, inclui-se as vivências
das lutas travadas em nossos trabalhos seculares, uma vez que essas
experiências são armas poderosas para derrubar quaisquer
gigante que se levanta contra nós no campo ministerial.
Foi isso o que Davi fez: trouxe as
experiências vividas no campo secular para a esfera espiritual,
isto é, ministerial, e por isso foi bem sucedido no duelo com
o gigante filisteu.
Conferir 1 Samuel (17/38-40)
1 Samuel (17/55,56)

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